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Dino Carmo carregou a bandeira portuguesa num dia de grandes decisões

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O Sintra Portugal Pro esteve ao rubro no penúltimo dia de competição, com muitos dos grandes favoritos a serem afastados, nomeadamente, o campeão da prova do ano passado, Pierre Louis Costes, e o campeão mundial Jared Houston, entre outros.

Também o sonho de ter um português campeão da etapa terminou hoje com a eliminação dos quatro atletas nacionais ainda em prova. Silvano Lourenço, na ronda 5, António Cardoso e Daniel Fonseca na ronda 6, e, finalmente, Dino Carmo nos quartos-de-final, encerraram a sua participação num dia de boas ondas e pontuações de excelência.

Dino Carmo, o melhor português na competição, teve um percurso exemplar, passando a ronda 5 em segundo lugar e eliminando o penichense Daniel Fonseca na ronda 6. Infelizmente, nos quartos-de-final, não teve a sorte do seu lado e viu o chileno Alan Muñoz dominar as operações desde o início, com uma primeira onda de 9 pontos a que juntou um 8,5.

Dino, que se classifica em 5º lugar, resume assim a bateria que o afastou do Sintra Portugal Pro 2016:

“Cometi o erro de o deixar ir na primeira onda. Ia atrasado e não quis arriscar perder a prioridade com uma onda menos conseguida. Infelizmente, o Alan apanhou essa onda e aproveitou-a da melhor forma com um grande ‘backflip” que lhe valeu o 9. A partir daí, fiquei logo condicionado. Respondi com um 6,75, que não foi suficiente, e a partir daí ele geriu a bateria e depois apanhou outra boa onda e acabou com o heat.”

 

Olhando para as contas do circuito, todavia, o quinto lugar acaba por ser muito positivo para o atleta da Nazaré.

“Isto motiva-me muito para as outras duas provas que temos em Portugal este ano, em Viana do Castelo e na Nazaré. Está mais que provado que um português pode ganhar uma etapa do Mundial, quero tentar fazê-lo e assegurar o meu lugar no top 28 mundial.”

 

Lewy Finnegan tomba-gigantes

 

Entretanto, ficou hoje garantido um novo campeão do Sintra Portugal Pro. Pierre Louis Costes, campeão do ano passado e candidato ao título mundial do circuito Mundial da APB (é 2º do “ranking”), perdeu por pouco num duelo espectacular com o australiano Lewy Finnegan (16,25 contra 15,75).

Finnegan foi, aliás, o tomba-gigante de serviço, tendo também eliminado o campeão mundial em título Jared Houston, da África do Sul, na ronda 6.

Mas o bodyboarder que despertou mais a atenção, mais uma vez, foi outro sul-africano: Tristan Roberts.

O jovem bodyboarder que vem de Onrus (pequena localidade perto de Cape Town) tem feito, consistentemente, algumas das melhores pontuações do campeonato e hoje não desiludiu novamente, tendo batido o português António Cardoso (que se debate com uma lesão no joelho) e o brasileiro Éder Luciano na ronda 6 e quartos-de-final, respectivamente, sempre coleccionando ondas de 9 pontos.

“Quero muito vencer a minha primeira prova do circuito APB e seria fantástico que fosse aqui em Sintra. Mas qualquer um de nós entra em prova para ganhar. Este é o primeiro ano que faço o circuito mundial na íntegra e seria uma grande motivação ganhar amanhã”, confessou Tristan Roberts, que amanhã encontrará Alan Muñoz na meia-final.

Dave Hubbard imparável no Dropknee

 

No Dropknee, Dave Hubbard continua numa aparente marcha inexorável rumo ao título. O havaiano venceu os quartos-de-final num confronto com o peruano Pancho Galdos (14,15 contra 13,05) que valeu as pontuações mais altas da jornada desta variante.

Entretanto, já sem portugueses em prova, menção para a eliminação do luso-germânico que compete pela Alemanha, Nicolas Rosner. O local da Praia Grande foi afastado nos quartos pelo antigo campeão mundial Cesar Bauer (14,5 contra 6,4).