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Joana Schenker segue em frente e mantém aspirações ao título


No segundo dia do Sintra Portugal Pro, o que marcou, mais do que qualquer atleta, foi o nevoeiro que se abateu sobre a Praia Grande durante 6 horas, paralisando a prova, já que retirou toda a visibilidade do mar aos juízes, apenas permitindo realizar o primeiro heat da segunda ronda da competição feminina, fase não eliminatória da competição. Um primeiro heat vencido por Sari Ohara (Japão), secundada por Isabela Sousa (Brasil), que garantiram a passagem direta à ronda quatro.

Foi apenas ao final do tarde que começaram a entrar na água as candidatas na corrida ao título mundial, com a jovem Teresa Padilla, das Canárias, a surpreender a japonesa Ayaka Suzuki, líder do “ranking” e a vencer o segundo heat desta segunda ronda não eliminatória. Suzuki, todavia, passou em segundo, também para a quarta ronda, e continua com boas chances de chegar ao pódio em Sintra. Sacrificadas foram a portuguesa Madalena Padrela, em quarto lugar, atrás da japonesa Ayako Shido e ambas relegadas para a repescagem

No terceiro heat foi a vez de outra portuguesa, Teresa Almeida, bater uma candidata ao título, Alexandra Rinder, a segunda classificada da corrida ao ceptro mundial. Menos sorte para a ex-campeã mundial Neymara Carvalho, do Brasil, e para jovem ericeirense (17 anos) Filipa Broeiro, em quarto lugar, que seguem para a terceira ronda.

A vez da campeão do Mundo e do Sintra Pro, Joana Schenker, chegou no quarto heat, com a algarvia a passar em segundo, atrás de Mayumi Tone, outra japonesa em grande forma na Praia Grande e, assim, qualificando-se diretamente para a quarta ronda, ao contrário de Luz Marie Grande (Porto Rico) e Maria-Gutta Borges, do Brasil, ambas relegadas para a repescagem no round 3.

No final, Joana Schenker apresentou-se com a sensação de dever cumprido: “As condições estão muito difíceis, tentei fazer o melhor nestas ondas pequenas e estou muito contente por ter passado diretamente à ronda quatro”, acrescentando a propósito do nevoeiro e da paragem de varias horas a que obrigou: “Foi uma espera muito difícil no carro, com a expectativa a aumentar e a adrenalina a subir e descer, para, depois, na hora da verdade, entrar com a mesma motivação. Não é fácil.”

 

Quanto ao resto da competição, a campeã mundial assumiu a gestão psicológica: “Ainda estamos na terceira de quatro etapas, pelo que há muito para decidir ainda. Vou dar o meu melhor mas sem colocar demasiadas expectativas em cima de mim. Fiz o mesmo o ano passado e não deu mau resultado...”

 

Ainda houve tempo para colocar na água a primeira ronda da competição de Dropknee, que em Sintra define o campeão mundial, com o português Tiago Pimentão a não desiludir, vencendo a sua bateria, embora com muito campeonato pela frente e ainda sem concurso dos “top” mundiais.

 
Amanhã, o check in dos atletas é às 7h30, devendo a competição arrancar às 7h45, com a terceira ronda Open.

ABSCS CM Sintra