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Trio de damas luta pelo Mundial no Sintra Portugal Pro

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Alexandra Rinder, Neymara Carvalho e Isabela Sousa. Três campeãs do Mundo na luta pelo título de 2015. Alexandra Rinder, das Canárias, a mais nova das três, com 17 anos, tornou-se a campeã mais jovem de sempre, o ano passado, na Praia Grande e este ano chega às ondas da praia sintrense como a líder do “ranking” APB e a única com hipótese de revalidar o título já na etapa portuguesa. Para isso tem de vencer o evento e esperar um deslize das rivais na corrida: as brasileiras Neymara Carvalho e Isabela Sousa, segunda e terceira do “ranking”, respectivamente.

Alexandra, campeã em título, assume o conforto do estatuto e de mais um ano de experiência para contrapor aos nervos do ano passado:

“É diferente. O ano passado foi difícil controlar-me. Este ano, estou mais calma, mais segura. Sei que as coisas podem correr a meu favor, ou não, mas que tenho margem para errar. Vou surfar o meu melhor e ver o que acontece.”

Neymara Carvalho, a lenda do bodyboard brasileiro, seis vezes campeã mundial regressa ao circuito, aos 39 anos, depois de um interregno de um ano em que tentou a carreira política. Felizmente para os adeptos do bodyboard, Neymara não foi eleita para deputada estadual.

“Estou de volta ao que sei fazer”, admite com um encolher de ombros e um sorriso, acrescentando acerca do regresso:

“Este ano venho para competir e ver o que consigo fazer. Felizmente, estou nos lugares de topo novamente mas este ano estou concentrada em voltar a competir. Para o ano, então, será a cem por cento.”

Isabela Sousa, de 25 anos, chega a Sintra motivadíssima para conquistar um quarto título mundial para juntar ao seu palmarés.

“Estou em Sintra como em qualquer outro evento: para vencer. Este ano ainda mais empenhada pois estou na luta pelo título mundial”, assume.

O facto de ter a lenda Neymara Carvalho como rival na corrida torna as coisas ainda mais interessantes para a talentosa brasileira, que traça um paralelo curioso entre si e as outras duas candidatas:

“Eu fui para a Neymara o que a Alexandra é para mim. Eu fui a garota que surgiu para lutar pelo título como a Alexandra agora apareceu na cena Mundial. E isso é muito bacana para o desporto.”

Primeira marcado por condições difíceis

Entretanto, o primeiro dia do 20º Sintra Portugal Pro teve na água a primeira ronda open e a primeira ronda do pro júnior, com a organização a decidir por uma primeira jornada mais curta apostando em melhores condições para o período de competição que, recorde-se, termina domingo, 27.




Mike Stewart regressa a Portugal festejar 20 anos do Sintra Portugal Pro

Mike Stewart

 

Sintra, 21 de Setembro 2015

 

A 20ª edição do Sintra Portugal Pro (22 a 27 de Setembro) promete ser palco de interessantes confrontos de gerações nas ondas da Praia Grande.

Na competição open, a guerra pelo título mundial está entregue aos consagrados Amaury Lavernhe (França/ilhas Reunião), Uri Valadão (Brasil) e Jared Houston (África do Sul), mas não escapa a ninguém a presença dos havaianos Mike Stewart, de 52 anos, e o seu pupilo, Tanner McDaniel, de 16 anos.

Mike é uma lenda do desporto, quer pelos seus 9 títulos mundiais, registo ímpar na história da modalidade, como pela sua longevidade ao mais alto nível; Tanner, por seu turno, é destaque pelo muito que promete. Vice-campeão mundial júnior e conhecido pelas manobras aéreas inovadoras, o corpo franzino e a cabeleira loura do pequeno havaiano não passam indiferentes pela Praia Grande.

E Mike não esconde que a sua grande motivação, aos 52 anos, é mesmo dar apoio aos seus jovens pupilos, Tanner e Alexandra Rinder, que se sagrou campeã mundial feminina o ano passado, precisamente em Sintra.

“O que motiva para esta prova é acompanhar e dar força aos ‘meus miúdos’, o Tanner e a Alexandra. É claro que continuo a ser uma pessoa muito competitiva, mas aqui em Sintra nunca tive grande sucesso, pelo que venho sem expectativas concretas.”

Se falar de Mike Stewart é falar de história do bodyboard, também é histórica a sua relação agridoce com as ondas da Praia Grande.

“Nunca me dei bem com as ondas em Sintra. São completamente diferentes de tudo o que surfo habitualmente e quebram de maneira diferente. Tenha uma teoria acerca disso, pois falei com um geólogo que estudou os fundos aqui e disse-me que a rocha-mãe aqui é de granito e com uma concentração tão grande que tem uma gravidade ligeiramente diferente. Não sei, mas a verdade é que surfar aqui é um verdadeiro desafio para mim.”



Convém referir que depois de Sintra, Mike Stewart ruma à Nazaré para o Nazare Pro (29 de Setembro a 4 de Outubro), com as previsões a apontar para ondas gigantes na Praia do Norte, local de eleição para um campeonato com os melhores do Mundo.

E aí Stewart muda de discurso: “Há cerca de 15 anos que o meu foco são as ondas grandes. Passei toda a década de 80 a surfar ondas pequenas no circuito mundial e fiquei farto. Já surfei na Praia do Norte [Nazaré Special Edition 2012] e fiquei fã. Uma onda muito boa. E se estiver grande como parece que vai estar, melhor!”

HUGO PINHEIRO à procura da final

Outra cara habitual do Sintra Portugal Pro, Hugo Pinheiro (35 anos), é um dos portugueses a ter em atenção no campeonato. O bodyboarder da Caparica já foi sexto do “ranking” mundial mas em Sintra nunca foi além das meias-finais.

“As minhas melhores recordações do Sintra são também as minhas piores: fui dois anos à meia-final mas não consegui passar. Um dos anos mais ingratos, competi com Ryan Hardy mas parti o ‘leash’ e tive de andar a nadar atrás da prancha em mar grande. Foi um dos piores heats de sempre…”

Para este ano, Hugo quer uma sina diferente: “É a minha primeira prova do Mundial, pois não fui ao Brasil e ao Chile, por isso não tenho expectativas em termos de circuito mundial. Vou surfar um heat de cada vez e tentar ir o mais longe possível, de preferência até onde nunca fui, à final.”

O Sintra Portugal é a quarta etapa do Circuito Mundial APB. Os campeões mundiais em título são Amaury Lavernhe (Open), Alexandra Rinder (Feminino), Dave Hubbard (Dropknee) e Tristan Roberts (junior).

Mais info em www.facebook.com/sintraportugalpro

Sintra Portugal Pro: 20 anos do melhor bodyboard do Mundo na Praia Grande

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Sintra, 10 de Setembro 2015

O Sintra Portugal Pro celebra o seu 20º aniversário com os melhores bodyboarders do Mundo a acorrerem à Praia Grande entre os dias 22 e 27 deste mês.

Com alguns nomes grandes já confirmados, como o três vezes campeão mundial, Jeff Hubbard, do Havai, o seu irmão, Dave Hubbard, campeão de 2014 da prova sintrense e actual campeão do Mundo na variante de “Dropknee”, ou o francês das ilhas Reunião, Amaury Lavernhe, o campeão do Mundo em título. Para não falar no ex-campeão mundial e ex-campeão do Sintra, Pierre Louis Costes, um favorito dos portugueses, pelo seu estilo espectacular mas também pelo facto de ter casado com uma portuguesa e estar a residir no nosso país há alguns anos.

Apenas algumas das vedetas que poderemos ver evoluir nas ondas da Praia Grande e que se juntam a talentos nacionais como Manuel Centeno, Hugo Pinheiro, António Cardoso, entre outros.

TÍTULOS MUNDIAIS EM JOGO NA PRAIA GRANDE

Este ano, e mais uma vez, a penúltima prova do calendário mundial da APB define os campeões mundiais feminino e de Dropknee, com a campeã em título, Alexandra Rinder (Canárias), a poder revalidar o seu título mundial em Sintra. A Praia Grande foi, aliás, o palco da conquista histórica do ano passado, com a atleta de origem alemã a sagrar-se a mais jovem campeã mundial de bodyboard de sempre, com 17 anos. Apenas alguns meses a menos que Andre Botha, sul-africano que se sagrou campeão mundial em 1997, também com 17 anos.

Na corrida do título feminino estão a veterana e antiga campeã mundial Neymara Carvalho, do Brasil, e a compatriota Isabela Sousa.

Outro título que ficará decidido em Sintra será o de DK, que termina aqui o seu circuito. O havaiano Dave Hubbard lidera o “ranking” e tem excelentes hipóteses de somar o campeonato de 2015 ao já conquistado na Praia Grande, o ano passado.



OS PORTUGUESES DE OURO

Manuel Centeno (34 anos), o único atleta português a vencer a competição masculina do Sintra Portugal Pro, em 2003, tem gratas recordações daquela que é mais antiga prova internacional de desportos de ondas em praias portuguesas.

“A minha recordação mais poderosa do Sintra Portugal Pro foi, obviamente, a vitória na prova frente ao Damian [King], em 2003. Ele era campeão do Mundo, um dos melhores bodyboarders australianos de sempre e essa vitória marcou-me para sempre”, confessa Manuel Centeno, que, todavia, explica que as coisas começaram bem mais cedo: “Tudo mudou para mim quando bati o Guilherme Tâmega num dos meus primeiros Sintra Portugal Pro”. O brasileiro Guilherme Tâmega, seis vezes campeão mundial é, ainda hoje, com 42 anos, um dos mais temidos competidores do circuito, pelo que o impacto de vencer o lendário bodyboarder teve profundo impacto no jovem Centeno:

“Abriu-me os olhos para o facto de que era possível ganhar a estes tipos que eu via nos vídeos e nas revistas. Fez-me perceber o meu próprio potencial e do nível a que estava no panorama internacional.”

Centeno iniciou a sua carreira mundial no Sintra Pro; carreira que o haveria de levar, no seu melhor resultado a um sexto lugar no “ranking” mundial e a consolidar o seu nome como um dos mais aguerridos e temidos bodyboarders do circuito mundial. E o bodyboarder do Porto faz questão de sublinhar a importância do evento patrocinado há 20 anos pela Câmara Municipal de Sintra:

“O Mundial de Sintra sempre foi uma plataforma de internacionalização para os bodyboarders e marcas nacionais. Teve um papel fundamental na evolução da modalidade e espero que continue a sê-lo por muitos e bons anos!”

Se Manuel Centeno foi o único português a ganhar o Sintra Portugal Pro masculino, Catarina Sousa teve honra equivalente, em 2009, ao vencer a etapa feminina, numa final histórica contra outra referência nacional da modalidade: Rita Pires.

Este ano, Catarina, que está assumidamente na recta final da sua carreira competitiva, afirma descomplexadamente que vai para a sua 20ª edição do Sintra Portugal Pro como sempre, “se possível, para ganhar”: “Sinceramente, não tenho expectativas definidas, vou fazer o meu melhor e tentar chegar aos quatro lugares de topo da classificação. Tenho 20 anos de experiência nesta competição e conheço esta praia como ninguém, logo, penso que tenho hipóteses legítimas…”



Gabinete de Imprensa do SINTRA PORTUGAL PRO 2015

Carlos Mariano (Tel: 96 723 32 20)

www.sintrabodyboard.comhttps://www.facebook.com/sintraportugalpro



Sintra Portugal Pro termina com ondas perfeitas, lágrimas e quatro campeões

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A 19ª edição do Sintra Portugal terminou da melhor maneira com ondas perfeitas, sol, e quatro campeões do Mundo: Amaury Lavernhe (Open), Alexandra Rinder (Feminino), Dave Hubbard (Drop Knee) e Tristan Roberts (Pro júnior)

Quanto aos vencedores do evento, Dave Hubbard e Isabela Sousa venceram o Sintra Portugal Pro nas categorias open e feminina, Amaury Lavernhe conquistou o evento em Drop Knee e Tristan Roberts somou o triunfo no evento ao título mundial de juniores.

Ironicamente, Dave Hubbard, que repetiu o segundo título mundial aqui em Sintra, acabou por terminar o dia a vencer o evento na categoria open, batendo Amaury Lavernhe na final, enquanto Amaury acabou por vencer a categoria de Dropknee. O novo campeão do Mundo open, aliás, terminou o dia com 6 baterias no corpo mas, naturalmente, muita felicidade.

“Tenho de dar graças ao momento que estou a atravessar na minha vida”, congratulou-se o francês radicado nas ilhas Canárias, acrescentando: “Este está a ser um ano especial para mim. Fui pai, casei-me há duas semanas e agora sagrei-me campeão do Mundo depois de, no ano passado, quase ter desistido da competição.” Uma alusão ao facto de, em 2013, ter terminado o circuito em primeiro lugar do Circuito Mundial a par com o australiano Bem Player, para ver o desempate ser feito na secretaria, com o recurso ao “ranking” do ano anterior.

“Sintra é um campeonato muito especial para mim. Há 12 anos vim cá pela primeira vez e não tinha dinheiro para pagar o alojamento, por isso dormi na praia. E desde aí, conquistei aqui dois títulos mundiais. Certamente, a Praia Grande tem um sítio especial no meu coração”, desabafou emocionado Amaury, que se tornou matematicamente campeão depois de ver cair, nos quartos, o sul-africano Jared Houston às mãos de João Barciela e, num duelo brasileiro, Uri Valadão ceder frente a Lucas Nogueira.

Dave Hubbard, campeão de luto

E foi de emoções este último dia do Sintra Portugal, com a manifestação mais pungente a pertencer a Dave Hubbard. O havaiano que venceu em Sintra o primeiro evento open da sua carreira depois de eliminar o português João Barciela nas meias-finais e bater Amaury Lavernhe na final, não resistiu às lágrimas quando, no pódio, dedicou a sua vitória à namorada e a um amigo, tragicamente mortos num acidente de viação há quatro meses.

Mas antes de ceder às lágrimas, o havaiano, dono de 6 títulos mundiais de Drop Knee, manifestou a alegria e o orgulho de vencer em Sintra: “Sempre quis vencer aqui. Muitos dizem que a onda não se adequa ao seu surf e menosprezam-na por isso. Eu acho-a muito desafiante e sempre tentei vencer aqui. Acabei por vencer aqui ao homem que se sagrou campeão do Mundo e isso tornou tudo ainda mais especial. Se me sabe melhor ganhar aqui o Open ou ser campeão do Mundo? Este sabor de ganhar em open é novo e eu estou a gostar mais!”

 

 

Alexandra Rinder e o conto de fadas

Alexandra Rinder compete em Sintra desde os 12 anos e vê-la no pódio, aos 16 anos (a mais jovem campeã mundial de sempre), escondendo as lágrimas atrás dos óculos escuros, emocionou muita gente que a vê competir em Sintra desde menina.

O caminho para o título foi atribulado, pois Alexandra foi eliminada na ronda 4 da competição e teve de esperar que a japonesa Sari Ohara e a brasileira Jessica Becker não vencessem o evento. Sofreu até final mas foi salva por outra brasileira, ironicamente, a campeã que agora lhe passou o testemunho, Isabela Sousa. Isabela, que somou o único 10 da competição, na meia-final com a japonesa Ayaka Susuki, derrotou Jessica Becker na final e entregou o título a Alexandra que se atirou para a água para celebrar com a sua “salvadora”.

Isabela confessou que “foi difícil afastar o título do Brasil, mas não me sentiria bem entrar na água e não fazer tudo para vencer. A competição é a minha vida, é algo sagrado, e nunca iria trair isso.”

O diamante sul-africano

Tristan Roberts venceu o pro-júnior de Sintra e, consequentemente, após somar os resultados da etapa de Pipeline e do open de Sintra, sagrou-se campeão mundial sub-18, batendo na final o português Miguel Adão. O jovem sul-africano de 17 anos confirmou o estatuto de uma das maiores esperanças do bodyboard mundial, deixando o havaiano Tanner McDaniels (14 anos) em segundo no “ranking”.

João Barciela e Catarina brilham por Portugal

João Barciela assinou hoje em Sintra uma prestação histórica, só superada por Manuel Centeno, o único português a ganhar o evento, classificando-se em terceiro lugar da geral, a par do brasileiro Lucas Nogueira.

Barciela, local de Carcavelos, deixou pelo caminho o três vezes campeão mundial Jeff Hubbard e o sul-africano candidato ao título Jared Houston e só foi travado por um imparável Dave Hubbard na meia-final. No final, o balanço era claramente positivo:

“A partir do momento em que entrei no ‘main event’, na fase da competição com os melhores do Mundo, mudei a minha atitude e entrei, não digo só para me divertir, mas sem qualquer pressão. Sabia que estava a competir com os melhores do Mundo, com os meus ídolos e que não tinha nada a provar. Fiz as minhas ondas e tudo foi acontecendo até chegar ao terceiro lugar.”

João Barciela, o campeão nacional, ambiciona correr o circuito mundial e confessa-se desiludido com a falta de apoios: “Espero que o meu desempenho no Sintra Pro mostre às pessoas que posso ter sucesso no Circuito Mundial, pois não sei que mais fazer para provar o meu valor. Preciso de ajuda e o bodyboard nacional também.”

Catarina Sousa também subiu ao pódio após conseguir um 9º lugar (eliminada nos quartos por Isabela Sousa) e deixou uma mensagem inspiradora: “Compito no Sintra Portugal Pro desde a primeira edição e quero dar os parabéns à organização de um evento que levou muita gente para o bodyboard. Espero que o que consegui aqui em 2009 (ano em que venceu a competição) e o que fiz aqui hoje motive as minhas alunas e mais gente a abraçar este desporto.”

As despedidas na Praia Grande foram feitas e já há negociações entre a Federação Portuguesa de Surf, a Association of Professional Bodyboarders e a Câmara Municipal de Sintra para um evento especial em 2015, a 20ª edição do Sintra Portugal Pro.