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Marca que tem apostado de forma bastante consistente e sustentada nos desportos de ondas, a MEO colabora connosco mais uma vez, no Sintra Portugal Pro. Toda a rede de comunicações, desde o webcast do evento até à intercomunicação entre juízes, ou o apoio à Comunicação Social, é fornecida pela MEO, com a garantia de máxima qualidade com que nos habituou, quer à organização do Sintra Portugal Pro, quer aos milhões de clientes que serve diariamente.
 
 

Catarina Sousa: "Nasci para a competição no Mundial da Praia Grande"

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Catarina Sousa é, aos 36 anos, uma das figuras incontornáveis do bodyboard nacional, uma referência no Circuito Mundial mas, sobretudo, um dos emblemas mais queridos dos 18 anos de Sintra Portugal Pro.

 

"Quantos anos tem o Sintra Pro? esta é a 18ª edição? Então pronto, compito há 18 anos. De certa forma, nasci para a competição no Mundial da Praia Grande", recorda Catarina com o sorriso que se tornou uma das marcas registadas do bodyboard português. 

 

"Na altura treinava com a Dora [Gomes] e ela fez muita pressão para que eu entrasse, mas eu estava cheia de medo. Ia competir com as melhores do Mundo e eu era completamente inexperiente e não tinha exactamente um grande leque de manobras..." 

 

O resultado foi o esperado, com a eliminação na primeira ronda. Mas a lição havia de lhe servir de muito em 18 anos de carreira, com o ponto mais alto e emocionante a acontecer em 2009, precisamente na Praia Grande, onde tudo começou.

 

Numa final cem por cento portuguesa com a amiga, rival e, também ela, lenda viva do bodyboard mundial, Rita Pires, a vitória sorriu-lhe e a menina que foi empurrada a competir em 1995, naquela edição inaugural, acabaria por ganhar o troféu. E isto num ano que ficou marcado pelas condições mais difíceis de sempre num Sintra Portugal Pro, com mar a exceder a fasquia dos dois metros e com as atletas a necessitarem de apoio das motas de água para chegar ao line up.

 

"Foi o realizar de um sonho", assume Catarina, recebida na areia por uma multidão. Desde os amigos mais próximos até aos adeptos anónimos, que viam assim a bandeira portuguesa chegar ao lugar mais alto de uma prova que era já das mais conceituadas do panorama mundial.

 

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Este ano, todavia, o cenário é muito diferente. 

 

"Não sei muito bem o que esperar. Este ano tive de me concentrar mais no trabalho e menos nos treinos, porque de outra forma não teria verbas disponíveis para correr o Mundial. Além disso, estamos a viver o pior Verão que tenho memória em termos de ondas."

 


Discurso negativo que a rainha de Carcavelos rapidamente transforma, com a garra do costume: "Mas vou concentrar-me a 100% para o Sintra e começar a treinar intensamente um mês antes da competição. Sinto que posso tentar tirar vantagem disso e, eventualmente, chegar ao pódio. Menos que isso coloca em causa o resto da minha campanha no Mundial deste ano." 

 

Uma campanha que já a levou a Pipe, onde conseguiu um 9º lugar. Resultado a que junta o 2º lugar na primeira etapa do Circuito Europeu de Bodyboard (ETB), em França, e o 2º lugar na primeira etapa do Circuito Nacional de Bodyboard, em Santa Cruz.

 

Logo, de armas apontadas ao Mundial que a viu "nascer" e que Catarina vive como muito poucos: "Estou na praia desde o primeiro dia ao último, desde o check in até à última bateria e vejo tudo. Começou por ser um hábito para estudar as adversárias mas hoje é uma forma de viver o Mundial."

 


Uma "forma de viver o Mundial" muito intensa e que espelha bem como Catarina vive o bodyboard, mesmo que aqui e ali já se note alguma fadiga...

 

"Todos os anos digo que vai ser o último. Cada vez penso mais em parar e ter uma família e uma vida mais 'normal', afinal às vezes já me sinto uma 'estátua' do bodyboard. Mas depois, há sempre mais um ano, não é?..."

Sumol refresca o Sintra Portugal Pro

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A Sumol está connosco mais uma vez. Parceiro de longa data do Sintra Portugal Pro, esta marca que é uma referência histórica no mercado dos refrigerantes no nosso país faz-se representar na Praia Grande com o já emblemático bar e esplanada onde tantos bons momentos de bodyboard de alto nível e outros tantos de convívio e alegria se viveram ao longo destes anos.

Por isso, já sabes, marca presença também tu na Praia Grande entre 27 de Agosto e 1 de Setembro e...bebe um Sumol.

Rui Pereira em altas no Mundial espera pela "lotaria" de Sintra

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Longe de ser um dos nomes mais mediáticos do bodyboard nacional, Rui Pereira é, neste momento, o português com melhor carreira no Circuito Mundial IBA, ocupando o 9º lugar do "ranking" GQS, à porta de entrada do Grand Slam Series. Uma entrada que, a concretizar-se, devolveria a bandeira portuguesa ao topo do bodyboard mundial. Algo que, desde a introdução do novo formato, com dois circuitos (Grand Slam Series e Global Qualifying Series), não se verifica.

 

Dissecando a carreira do bodyboarder da Caparica este ano (25º em Pipeline, eliminado nos 1/8 final do GSS main event; 11º nos Trials de Arica, eliminado nos 1/4 final; 11º no GQS de Antofagasta, eliminado nos 1/4 de final e 25º no GSS main event de Itacoatiara), ressalta uma consistência de resultados que, apesar da ausência de um fogacho de génio, não desmente o mérito de Rui, num contexto de elevada dificuldade. 

 

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Sinceramente, não é simples explicar o meu sucesso deste ano", confessa o bodyboarder de 36 anos, tentando elencar alguns factores que ajudam a construir uma resposta: "O calendário mundial é difícil e dispendioso, e nem sequer estava focado ou a pensar fazer tantas provas este ano. Mas os resultados foram-se sucedendo e as coisas ganhando forma, até que dei por mim envolvido nesta campanha."

 
Se a explicação é difícil e mais difícil ainda enumerar razões para o sucesso, uma das peça do puzzle é fácil de identificar: "Felizmente, tenho um grande apoio em casa [casou com a bodyboarder Marta Leitão este ano, no Havai]. E ter ao meu lado alguém que percebe o que estou a viver e consegue partilhar essas experiências e o que estou a passar ajuda-me muito a encontrar a motivação para ir mais longe."
 
Mas então e tecnicamente, é verdade que as ondas à volta das quais o circuito mundial da IBA foi construído este ano favorecem um atleta que, como Rui Pereira, gosta de condições extremas?
 
"Não sei se é só isso. Há outros bodyboarders nacionais que gostam de ondas grandes, casos do Luís Pereira ["Porkito"] ou o João André, entre outros. Se calhar eu tenho uma vocação competitiva que eles não têm. Depois, se queres saber, acho que tenho outra coisa: insisto. De resto, sou igual aos outros, quando chego a Arica e vejo ondas de 3 ou mais metros a quebrar em cima das pedras... É uma questão de insistência, de querer. De ir lá, ano após ano, ganhar experiência e insistir até conseguir."
 
E uma ponta de sorte...? "Honestamente, não posso dizer que tenha tido sorte este ano, não tenho é tido azares. O Mundial é muito difícil, o nível é muito alto e basta saltar-te um pé de pato durante um heat para deitar tudo por terra." 
 
Então e para Sintra, quais as perspectivas para um campeonato com ondas para "meros mortais", no Verão europeu?
 
"É uma lotaria. Normalmente, não me dou muito bem em Sintra porque as ondas nesta altura do ano não me favorecem. Para mim, o melhor mar que já vi numa prova na Praia Grande foi num Europeu, com ondas de 2 a 3 metros, que quebravam em frente à piscina e criavam um wedge que dava para todo o tipo de manobras imaginável. Mas a Praia Grande é um beach break típico, ou seja, pode acontecer de tudo. Como já disse, é uma lotaria, por isso, tenho de jogar e ver..."
 
Rui Pereira conseguiu os melhores resultados em mundiais IBA em 2010, com três 5ºs lugares, em Peniche, Florianópolis e Viana do Castelo.