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Joana Schenker faz História e vence Sintra Portugal Pro

Escreveu-se História no Sintra Portugal Pro, com a bandeira portuguesa a subir ao lugar mais alto do pódio pela terceira vez em 22 anos de evento, graças a Joana Schenker, bodyboarder algarvia que bateu a ex-campeã mundial Alexandra Rinder (Canárias) numa final emocionante. Em terceiro lugar, a campeã mundial em título, Isabela Sousa (Brasil).

Apenas Manuel Centeno, em 2003, e Catarina Sousa, em 2009, ergueram o troféu de campeões na Praia Grande.

Imediatamente após a buzina que anunciou o fim da final feminina e o triunfo histórico de Joana Schenker, a atleta de Vila do Bispo não conseguia esconder a profunda emoção:

“Nem tenho palavras para o que esta a acontecer, é um sonho tornado realidade. Lembro-me de ter vindo a este campeonato pela primeira vez há 14 anos e vê-las vencer aqui e parecia-me uma coisa do outro mundo, e agora, ao fim destes anos todos, conseguir o mesmo...é fruto do trabalho, se calhar é isso.”

Esta vitória, na prova mais pontuada do circuito feminino, lança a portuguesa no rumo de um eventual título mundial profissional, feito que seria inédito para um bodyboarder nacional.

“Agora vou começar a pensar no Mundial, pois esta vitória abre-me a porta para a possibilidade de ser campeã mundial. Agora tudo é possível e gostaria de dedicar este título ao Francisco Pinheiro, a pessoa que me tem acompanhado sempre, que me tem acompanhado sempre e que me dá mais nas orelhas (risos)”, assumiu Schenker.

Destaque também para o triunfo do havaiano Sammy Morretino na prova de Bodyboard Dropknee que assim conquistou o seu primeiro título mundial numa final frente ao compatriota Dave Hubbard, 7 vezes campeão do Mundo e lenda viva da modalidade. O terceiro lugar “ex-aequo” foi para o perunano César Bauer, outro antigo campeão mundial da especialidade e para o francês Amaury Lavernhe.

“Há 10 anos que assisto a este evento online e é fantástico estar aqui e ganhar. E bater o Dave Hubbard para o título mundial é incrível, uma benção dos céus.”

Na prova Open, as honras foram para o sul-africano Ian Campbell, líder do “ranking” APB, que bateu o brasileiro Uri Valadão. Alex Uranga foi terceiro classificado. O campeão mundial em título, Pierre Louis Costes, ficou pelo quarto lugar.

“Foi uma semana complicada, com condições loucas, por isso vencer assim é excelente. Qualquer vitória no Mundial é preciosa, mas ainda não estou a pensar no título mundial, ainda temos mais alguns eventos e há que manter a cabeça fria até ao fim.”

Finalmente, no projunior (sub-21), vencido pelo junior Bruno Martin, excelente prestação dos portugueses Tomás Rosado e Joel Rodrigues, eliminados na meia-final

Quatro bodyboarders portugueses chegam ao dia de todas as decisões

 

O quinto e penúltimo dia do Sintra Portugal Pro terminou com as aspirações portuguesas no Open e no Dropknee, mas qualificou a campeã nacional Joana Schenker e a jovem promessa de 14 anos, Madalena Padrela, para o último e decisivo dia da etapa do Mundial APB de Bodyboard. Joana e Madalena juntam-se assim a Joel Rodrigues e Tomás Rosado, que competem nas meias-finais do Projunior (sub-21), única categoria que ficou na areia hoje.


Mas o saldo do dia mais longo de competição de todo o campeonato, com 11 horas de bodyboard do mais alto nível, não foi totalmente feliz para os portugueses, com Miguel Coelho, André Bernardo e Miguel Adão a serem eliminados logo nas primeiras baterias da jornada da manhã, nos oitavos-de-final.

“Foi por pouco. Nos últimos dez segundos entrou uma nota para o Pierre Louis Costes e fui empurrado para terceiro lugar e, claro, eliminado. Foi bom o 9º lugar, mas fica um amargo porque, por momentos, ainda pensei nas meias-finais”, desabafou Miguel Adão.

As coisas melhoraram para as cores nacionais quando entraram os competidores de Dropknee na água, com Luís “Porkito” Pereira a qualificar-se para os quartos-de-final. O bodyboarder da Figueira da Foz, campeão nacional da especialidade, viria a perder mais tarde com o havaiano Sammy Morretino, mas carimbou um excelente quinto lugar naquele que já é considerado o mais competitivo concurso de Dropknee do Sintra Portugal Pro de sempre.

O próprio Luís encarou a derrota frente a Morretino, um dos candidatos ao título mundial, de forma positiva:

“Estou contente. É um quinto lugar no Mundial, já tinha conseguido o quarto mas penso que o nível este ano é o melhor de sempre, por isso, estou satisfeito. Aliás, nenhum dos heats era fácil, mas penso que defrontei o homem que vai vencer o campeonato.”

 

Amanhã, no Dropknee, decide-se o vencedor do Sintra Portugal Pro e o título nundial, com os havaianos Sammy Morretino, Dave Hubbard e o peruano César Bauer a lutarem pela coroa, com o francês Amaury Lavernhe como “intruso” nas meias-finais.

 

Na competição feminina, Joana Schenker, que foi finalista do Sintra Portugal Pro do ano passado, não deixou os créditos em mãos alheias e passou aos quartos-de-final, em segundo, num heat ganho de forma impressionante pela japonesa Mayumi Tone, que somou 17 pontos (8,00 + 9,00) e que eliminou a também nipónica Natsuki Yokote.

Mas a grande surpresa veio da jovem Madalena Padrela, que passou em segundo lugar numa bateria ganha pela ex-campeã mundial Alexandra Rinder e ultrapassando a mais categorizada Valentina Diaz, do Chile.

Infelizmente para os portugueses, menos sorte teve a nazarena Teresa Almeida, que não resistiu à campeã mundial Isabela Sousa, do Brasil e à experiente japonesa Sari Ohara, e acabou arredada da competição.

Na competição Open, as meias-finais ficaram definidas, com o campeão mundial Pierre Louis Costes e o líder do “ranking” Ian Campbell, da África do Sul a protagonizarem uma final antecipada, enquanto o basco Alex Uranga e o brasileiro Uri Valadão se encontram na outra bateria de acesso à final.

Em suma, amanhã será um dia pleno de motivos de interesse, com o título mundial de DK a ser entregue e a possibilidade de um triunfo português no feminino ou no projunior.

Pode ver os resultados do dia aqui e acompanhar em directo no site oficial.

Portugueses somam e seguem em dia de mar para “homens de barba rija”

 

O quarto dia do Sintra Portugal Pro (etapa do Circuito Mundial de Bodyboard AP e que decorre até domingo na Praia Grande) ficou marcado pela subida da ondulação e condições desafiantes, correspondidas pelos melhores bodyboarders do Mundo com algumas exibições espectaculares e muito sacrifício.


Num dia em que, devido às condições do mar só foi possível fazer a ronda 4 da competição Open, o maior destaque foi para Tristan Roberts, sul-africano de 20 anos que arrancou a ferros a nota mais alta do evento até agora, um 9,75 num “rollo” aéreo que deixou toda a gente boquiaberta na praia. Se a manobra é das mais básicas do bodyboard, o tamanho da onda e a violência da aterragem justificaram o aplauso unânime dos juízes e do público.

 

“Fui numa esquerda com o objectivo de atacar a primeira secção da onda, mas vi que estava a desfazer-se e não tinha grande potencial, por isso contornei-a, ganhei velocidade e ataquei uma secção assustadora que apareceu na minha frente”, relatou Tristan Roberts, assumindo ter ficado algo surpreendido com o desfecho positivo da manobra:

“Sabia que era a minha última onda da bateria e resolvi apostar num rollo grande. A aterragem foi pesada e nunca pensei que a conseguisse completar, mas, felizmente, consegui surfar até ao fim. Foi um dos rollos mais pesados que já fiz em competição por isso estou muito satisfeito.”

 

Entretanto, continua de vento em popa a saga dos bodyboarders portugueses no Sintra Portugal Pro. Apesar da eliminação de Ricardo Rosmaninho, um dos mais consistentes até ao momento, frente a Ian Campbell, líder do “ranking” mundial, e ao peruano Miguel Rodriguez, o figueirense Miguel Adão, o nazareno André Bernardo e o atleta local da Praia Grande, Miguel Coelho, “sobreviveram” à concorrência e seguem para a ronda 5.

Miguel Adão mostrou-se claramente satisfeito com a sua prestação, que já é o melhor resultado de sempre no Sintra Portugal Pro:

“Estou a superar as minhas próprias expectativas. O ano passado fiz o circuito mundial na íntegra, mas, este ano, Sintra é a minha primeira etapa e estava um pouco nervoso. Felizmente, está tudo a correr bem: as condições estão muito difíceis mas os ‘tugas’ estão em alta, a passar e vamos continuar, sempre a ‘rebentar’.”


Por seu turno, Miguel Coelho, que eliminou conceituado marroquino Brahim Iddouch, também está a fazer o seu melhor Sintra Portugal Pro de sempre e atribui o sucesso às muitas horas passadas a surfar numa das suas praias de eleição:

“Estou a fazer o circuito europeu e está a correr-me bem, mas, sinceramente, nem sabia se ia entrar no campeonato. Mas como recebi um ‘wildcard’, isso motivou-me a competir. Depois, senti-me confiante porque estou habituado a surfar aqui com mar difícil e estava confortável lá fora. Mas tive de escolher muito bem as ondas porque depois de fazer a primeira onda, voltar lá para fora era extremamente dificil. ”

 
Amanhã, a ondulação prevista baixa, mas o forte vento Norte promete continuar a dificultar a vida aos competidores do Mundial.

Pode ver os resultados completos do dia aqui e acompanhar em directo o evoluir do campeonato no site oficial.

Favoritos nacionais caem na Praia Grande mas abrem a porta a potenciais surpresas

As condições traiçoeiras do mar na Praia Grande, com muito vento e mar desordenado deram azo a alguns desfechos inesperados no 22º Sintra Portugal Pro, etapa do circuito mundial APB que teve hoje o seu terceiro dia e decorre até domingo, na Praia Grande.


As surpresas foram, sobretudo, para as cores nacionais, com Dino Carmo, 9º do “ranking” APB e António Cardoso, 17º mundial, a cairem na terceira ronda.

Dino Carmo cedeu perante o marroquino Anas Haddar e o conterrâneo da Nazaré André Bernardo que, graças a uma impecável selecção de ondas conseguiu encontrar um tubo raro e vencer o heat.

“Gostava de ter passado com o Dino Carmo, mas enfim, acho que estou, acima de tudo, grato e surpreendido. O mar está muito difícil e tanto o Dino como o Anas Haddar têm muitos mais campeonatos que eu aqui em Sintra. A escolha de ondas foi fundamental, esperei pela certa e foi fundamental”, confessou André Bernardo, que assume que, a partir deste round, vai apenas “divertir-se”:

“Vou continuar a tentar divertir-me, escolher as melhores ondas e ver o que vem daí.”

Por seu turno, António Cardoso foi superado pelo experiente bodyboarder das Canárias Kevin Orihuela e por outro português muito perigoso nestas condições: Ricardo Rosmaninho, da Póvoa do Varzim.

Quem também se viu arredado da competição foi Manuel Centeno. Um dos melhores bodyboarders nacionais de sempre, 10 vezes campeão nacional, campeão europeu e mundial, não resistiu às exibições do brasileiro Roberto Bruno e do canário Diego Cabrera. Bruno, um atleta habituado a fazer bons resultados na Praia Grande, e Cabrera, que ocupa o sexto lugar do “ranking” mundial.

De entre os portugueses, também passaram o figueirense Miguel Adão e Miguel Coelho, dois jovens com potencial para ainda ir longe nesta prova.

De resto, num dia em que também se completou a segunda ronda da competição de Dropknee, outro português esteve em destaque: o campeão nacional Luís “Porkito” Pereira.

“Cumpri o meu principal objectivo, que era chegar ao ‘main event’ e estou contente por fazer parte deste evento. Este é, desde que me lembro, o ano com mais qualidade na competição de dropknee deste campeonato e só tenho pena de termos tão poucos portugueses nesta categoria. Só entrei eu e o Renato Paço e sinto que existem mais portugueses com qualidade para estar aqui”, lamentou Luís Pereira, que terá pela frente na terceira ronda uma bateria difícil frente ao francês Amaury Lavernhe e o chileno Michel Coppeta.

Como nota de rodapé, referência ao francês Maxime Castillo, que assinou uma exibição impressionante, somando o maior score total do dia, um 17,1.