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Alan Muñoz celebra dia do Chile em Sintra com Isabela Sousa e Dave Hubbard campeões e duas portuguesas no pódio

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O Sintra Portugal Pro teve um dia final apoteótico, com Alan Muñoz, Isabela Sousa, Dave Hubbard e Tanner McDaniel a serem coroados campeões com boas ondas, muito público na areia e grande espectáculo.

Para Alan Muñoz, campeão da divisão Open, foi o final perfeito para história digna de Hollywood: chegou à Praia Grande de táxi, directamente do aeroporto, praticamente no início da sua primeira bateria. Depois, venceu todas as suas baterias até triunfar, apropriadamente, hoje, Dia Nacional do Chile. Cereja no topo do bolo: foi a sua primeira vitória no circuito APB ao fim de quatro anos de participação.

“Estou muito feliz. Quase não cheguei a tempo pois, por falta de dinheiro, tive de comprar o bilhete de avião à última hora. Felizmente, tudo deu certo.”

 

Para arrecadar esta vitória histórica, Alan teve de bater nas meias-finais o favorito do público, o sul-africano Tristan Roberts, numa bateria incrível (17.90 contra 17.15) e depois, na final, ultrapassar Iain Campbell, quinto do “ranking” mundial, também da África do Sul.

Muñoz destacou a meia-final com Tristan Roberts como a bateria mais difícil de todo o evento:

“O Tristan é um demónio na água e atirou-me com todo o seu arsenal. Pois a minha estratégia foi a mesma e também despejei todo o meu arsenal de surf. Felizmente, foi suficiente.”

 

Na divisão feminina, Isabela Sousa bateu a campeã portuguesa Joana Schenker na final (12,75-10,40) e juntou o título da etapa sintrense ao título mundial. Título que havia garantido dois dias antes ao vencer a meia-final com a portuguesa Teresa Almeida.

“Foi muito bom fazer a final aqui com a Joana. Ela é das mais perigosas competidoras do circuito e sabia que, nestas condições, com o mar mais pequeno, ela podia ganhar. Felizmente, consegui vencer e continuar com um registo muito especial, de ganhar o título mundial nos anos em que ganho Sintra”, congratulou-se a quatro vezes campeã mundial.

 

Por seu turno, Joana Schenker mostrou-se muito tranquila e satisfeita com o resultado:

“Fui para esta final com o espírito de dever cumprido e muito tranquila. Mas é claro que quando estamos lá dentro queremos ganhar e fiz tudo para o conseguir. Foi renhido mas a Isabela é a melhor do Mundo e provou-o mais uma vez.”

 

A nazarena Teresa Almeida, que terminou a competição em terceiro lugar depois de vencer a campeã mundial de 2015, Alexandra Rinder, na final de consolação, assume que já só pensa na etapa da Nazaré, (2 a 11 de Outubro):

“Obviamente, preferia estar na final, mas consegui pontos importantes para o meu objectivo, que é, neste momento, ficar em segundo lugar do Mundial. A etapa da Nazaré vai ser importantíssima pelos pontos em disputa e por estar a competir em casa.”

 

 

Tanner McDaniel, campeão do futuro

 

Na competição projunior, o havaiano Tanner McDaniel, de 17 anos,  mostrou, mais uma vez, que é um valor a contar no futuro do bodyboard mundial, vencendo a final a quatro frente ao campeão mundial Sócrates Santana (Brasil), Bruno Martin (Espanha) e Diego Gomes (Brasil).

“Foi o meu melhor resultado de sempre em Sintra, pois nunca me dei bem com esta onda. Parece que, finalmente, isso está a mudar. Foi uma vitória importante pois permite-me ir à Nazaré no primeiro lugar do “ranking”. Se ganhar lá, serei campeão mundial, pelo que esse é o meu objectivo.”

Dave Hubbard, o campeão anunciado

 

No Dropknee, o havaiano Dave Hubbard confirmou o amplo favoritismo que reunia à partida para esta etapa, vencendo a meia-final com o ex-campeão mundial César Bauer (Peru) e a final com o bodyboarder de Guadalupe, Martin Mouradian.

Na final, “Dubb” apresentou a exibição mais impressionante da prova de Dropknee, com uma onda de 10 (a nota mais alta da escala) e um 8,75. Mouradian respondeu com duas ondas boas (7,00 e 7,50) mas sem argumentos para um homem que conquistou hoje o seu oitavo (!) título mundial.

“Adoro competir em Sintra. Sou sempre muito bem recebido aqui e a competição foi exemplar. Vencer foi apenas a maneira perfeita de encerrar a minha participação este ano. Muito obrigado a Portugal!”

 



Dino Carmo carregou a bandeira portuguesa num dia de grandes decisões

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O Sintra Portugal Pro esteve ao rubro no penúltimo dia de competição, com muitos dos grandes favoritos a serem afastados, nomeadamente, o campeão da prova do ano passado, Pierre Louis Costes, e o campeão mundial Jared Houston, entre outros.

Também o sonho de ter um português campeão da etapa terminou hoje com a eliminação dos quatro atletas nacionais ainda em prova. Silvano Lourenço, na ronda 5, António Cardoso e Daniel Fonseca na ronda 6, e, finalmente, Dino Carmo nos quartos-de-final, encerraram a sua participação num dia de boas ondas e pontuações de excelência.

Dino Carmo, o melhor português na competição, teve um percurso exemplar, passando a ronda 5 em segundo lugar e eliminando o penichense Daniel Fonseca na ronda 6. Infelizmente, nos quartos-de-final, não teve a sorte do seu lado e viu o chileno Alan Muñoz dominar as operações desde o início, com uma primeira onda de 9 pontos a que juntou um 8,5.

Dino, que se classifica em 5º lugar, resume assim a bateria que o afastou do Sintra Portugal Pro 2016:

“Cometi o erro de o deixar ir na primeira onda. Ia atrasado e não quis arriscar perder a prioridade com uma onda menos conseguida. Infelizmente, o Alan apanhou essa onda e aproveitou-a da melhor forma com um grande ‘backflip” que lhe valeu o 9. A partir daí, fiquei logo condicionado. Respondi com um 6,75, que não foi suficiente, e a partir daí ele geriu a bateria e depois apanhou outra boa onda e acabou com o heat.”

 

Olhando para as contas do circuito, todavia, o quinto lugar acaba por ser muito positivo para o atleta da Nazaré.

“Isto motiva-me muito para as outras duas provas que temos em Portugal este ano, em Viana do Castelo e na Nazaré. Está mais que provado que um português pode ganhar uma etapa do Mundial, quero tentar fazê-lo e assegurar o meu lugar no top 28 mundial.”

 

Lewy Finnegan tomba-gigantes

 

Entretanto, ficou hoje garantido um novo campeão do Sintra Portugal Pro. Pierre Louis Costes, campeão do ano passado e candidato ao título mundial do circuito Mundial da APB (é 2º do “ranking”), perdeu por pouco num duelo espectacular com o australiano Lewy Finnegan (16,25 contra 15,75).

Finnegan foi, aliás, o tomba-gigante de serviço, tendo também eliminado o campeão mundial em título Jared Houston, da África do Sul, na ronda 6.

Mas o bodyboarder que despertou mais a atenção, mais uma vez, foi outro sul-africano: Tristan Roberts.

O jovem bodyboarder que vem de Onrus (pequena localidade perto de Cape Town) tem feito, consistentemente, algumas das melhores pontuações do campeonato e hoje não desiludiu novamente, tendo batido o português António Cardoso (que se debate com uma lesão no joelho) e o brasileiro Éder Luciano na ronda 6 e quartos-de-final, respectivamente, sempre coleccionando ondas de 9 pontos.

“Quero muito vencer a minha primeira prova do circuito APB e seria fantástico que fosse aqui em Sintra. Mas qualquer um de nós entra em prova para ganhar. Este é o primeiro ano que faço o circuito mundial na íntegra e seria uma grande motivação ganhar amanhã”, confessou Tristan Roberts, que amanhã encontrará Alan Muñoz na meia-final.

Dave Hubbard imparável no Dropknee

 

No Dropknee, Dave Hubbard continua numa aparente marcha inexorável rumo ao título. O havaiano venceu os quartos-de-final num confronto com o peruano Pancho Galdos (14,15 contra 13,05) que valeu as pontuações mais altas da jornada desta variante.

Entretanto, já sem portugueses em prova, menção para a eliminação do luso-germânico que compete pela Alemanha, Nicolas Rosner. O local da Praia Grande foi afastado nos quartos pelo antigo campeão mundial Cesar Bauer (14,5 contra 6,4).

Isabela Sousa sagra-se tetracampeã do Mundo na Praia Grande

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Golpe de teatro na Praia Grande, com o quarto dia do Sintra Portugal Pro a coroar Isabela Sousa campeã do Mundo pela quarta vez. As contas do título bateram certo após a eliminação da japonesa Sari Ohara, nos quartos de final, e a vitória de Isabela nas meias, frente a Teresa Almeida, numa conjugação de resultados inesperada até para a própria Isabela.



“Sinceramente, estou surpreendida pois nem tinha feito as contas e estava convencida que só poderia vencer o título na Nazaré. Aliás, quando toda a gente me veio dar os parabéns na areia eu estava a dizer-lhes que não, que estavam enganados! [risos]”



Isabela tem uma excelente relação com a Praia Grande e o Sintra Portugal Pro, que já ganhou três vezes. Uma ligação tão boa que já deu origem a uma superstição, conforme nos contou:



“Eu e o meu irmão criámos a superstição que para ganhar o título mundial teria de ganhar em Sintra. Agora, parece que para bater tudo certo novamente tenho de vencer aqui, não é?...”



O único obstáculo à pretensão de Isabela em fazer do Sintra Portugal Pro 2016 uma tirada perfeita é, agora, Joana Schenker, que bateu Alexandra Rinder, campeã mundial de 2015, na outra meia-final do dia.

Espera-se agora um duelo emocionante na final, com a portuguesa e a, agora, tetracampeã mundial. Um confronto que Joana Schenker perspectiva com a maior calma:



“Vou entrar sem expectativas. A Isabela Sousa é a melhor bodyboarder do Mundo e tenho-lhe o maior respeito. Não tenho a pretensão de entrar e ir ‘varrer’ a Isabela. Aconteça o que acontecer, vou sair da Praia Grande com um excelente resultado.”



E é, de facto, um desfecho feliz para Joana, que ontem, nos quartos de final, teve uma jornada atribulada, depois de passar a noite anterior e a manhã a vomitar devido a uma severa intoxicação alimentar.



“Fui para a água apenas com água e açúcar no sistema. E consegui porque a competição foi de tarde. De manhã, teria sido impossível competir pois quase não estava em condições de andar”, relata a bodyboarder de Sagres.



Juniores nacionais caem frente a vedetas internacionais



A excelente prestação dos atletas portugueses no Projunior terminou hoje nas meias-finais, com Nuno Cintra e Tomás Rosado a serem eliminados pelo campeão do Mundo Sócrates Santana e pelo “puto maravilha” do bodyboard mundial, Tanner McDaniel. Por seu turno, Miguel Ferreira e André Rodrigues não resistiram aos mais experientes Diego Sousa, do Brasil, e Bruno Martín, de Espanha.



Havaiano Dave Hubbard “ameaça” revalidar título de Dropknee



Num dia em que a organização deu descanso à competição Open, houve também mais espaço para a variante de Dropknee, que terá na Praia Grande a sua única etapa  Mundial e, consequentemente, o seu campeão.



E o seis vezes campeão mundial da especialidade, Dave Hubbard, parece apostado em somar mais um troféu à sua montra. O havaiano somou o maior total do dia, 17,00 (8,00 e 9,00) em mais uma demonstração impressionante de domínio.



Da representação nacional, apenas Nicolas Rosner, o luso-germânico que compete com a bandeira alemã, conseguiu qualificar-se para os quartos de final, tendo Tiago Pimentão sido aquele que conseguiu levar as cores portuguesas mais longe, mais concretamente, até à terceira ronda, onde perdeu com o ex-campeão mundial Cesar Bauer e Pancho Galdos, ambos do Peru.


De resto, Renato Paço, Bruno Dias e Diogo Pimenta não lograram passar a segunda ronda da competição.

Pierre Louis Costes abriu o livro na defesa do título do Sintra Portugal Pro

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E ao terceiro dia do Sintra Portugal Pro, Pierre Louis Costes, campeão em título da prova, mostrou porque é um dos favoritos a vencer mais uma vez na Praia Grande. O francês que reside em Portugal somou, na quarta ronda de Open, a pontuação combinada mais alta do dia (17,75), com uma onda de 8,50 e outra de 9,25.

Uma prestação que o enche de confiança para a revalidação do título:

“Nos campeonatos, o importante é terminar bem, não começar bem. Ontem precisava apenas de passar o heat, mesmo que fosse em segundo, por isso nem me esforcei para ganhar. Hoje, depois de ter visto o nível elevado do campeonato e a exibição do Tristan Roberts [ontem o sul-africano somou 18,25 ], percebi que tinha de dar o meu melhor. E o mar ajudou, com ondas mais perfeitas. Vou tentar ganhar o meu terceiro Sintra Portugal Pro mas a concorrência é forte e o nível está elevado. Vamos ver como as coisas se desenrolam até domingo.”

Foi, aliás, um dia de superlativos, com outro francês, Amaury Lavernhe, a conseguir a mais bem pontuada onda do evento até ao momento, um tubo longo que lhe valeu 9,75 pontos.



António Cardoso e Daniel Fonseca lideram portugueses no Open

No que diz respeito ao contingente nacional, os destaques do dia foram para António Cardoso — o mais bem cotado português (14º) no “ranking” do Circuito Mundial APB, do qual faz parte a prova sintrense —, e Daniel Fonseca. Ambos venceram os seus heats da quarta ronda com boas exibições e frente a concorrência internacional do mais alto nível.

Também em bom plano, Dino Carmo e Silvano Lourenço continuam em prova, tendo passado as suas baterias em segundo lugar.

Menos sorte tiveram o campeão nacional Hugo Pinheiro, Ricardo Rosmaninho, Gonçalo Pinheiro e Simão Monteiro, todos eliminados à quarta ronda.

Teresa Almeida e Joana Schenker carregam estandarte no feminino

No feminino, a campeã mundial ISA Teresa Almeida e a campeã nacional Joana Schenker mantém-se em prova com Teresa a vencer o seu heat e Joana a superar uma severa intoxicação alimentar e a passar aos quartos-de-final.

Carina Carvalho, Ana Adão e Marta Leitão não sobreviveram a uma segunda ronda em que sobressairam a japonesa Sari Ohara e as brasileiras Neymara Carvalho e Isabela Sousa.

Estreia do Dropknee

A competição de Dropknee fez a sua estreia no Sintra Portugal Pro 2016, com grande representação portuguesa. Renato Paço, Tiago Pimentão, Diogo Pimenta, Bruno Dias seguiram em frente, tal como o luso-germânico Nicolas Rosner, local da Praia Grande que compete pela Alemanha.